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Abertura da Bienal Rubem Braga destaca importância do cronista na formação de leitores

Publicada em 16 de maio de 2018

Ana Karla Dubiela e Narjara Turetta debateram legado de Rubem em conferênciaAna Karla Dubiela e Narjara Turetta debateram legado de Rubem em conferência

A importância da obra de Rubem Braga para a formação de novos leitores deu o tom da conferência de abertura da 7ª Bienal Rubem Braga, realizada na noite desta terça-feira (15), em um Auditório Marco Antonio de Carvalho lotado. As responsáveis pela primeira mesa de debates do evento, realizado até o próximo domingo (20) na Praça de Fátima, Centro de Cachoeiro, foram a pesquisadora, escritora e jornalista Ana Karla Dubiela (CE) e a atriz e dubladora Narjara Turetta (RJ).

Durante os seus períodos de fala, Narjara contou que conheceu as crônicas de Rubem na escola, em meio à leitura da famosa coleção de livros “Para gostar de ler”, na qual grandes escritores brasileiros do século XX publicaram pequenos textos mais direcionados aos jovens leitores.

“A leitura é essencial para qualquer pessoa, principalmente para quem quer se tornar artista. A internet e as redes sociais estão prejudicando isso um pouco, as pessoas têm que se desconectar mais. Leiam o que tiver, até bula de remédio é leitura”, destacou a atriz, que fez a leitura de crônicas de Braga durante a conferência.

Já Ana Karla, que desenvolveu pesquisa de dez anos e escreveu três livros sobre Rubem Braga, relatou ter tomado conhecimento da obra do cachoeirense da mesma forma que Narjara. Porém, só foi se encantar de vez pelo “sabiá da crônica” após uma experiência pessoal, na qual um amigo que passava por um momento de desânimo pessoal foi às lágrimas após a leitura coletiva de um dos textos de Rubem.

“Eu cursava especialização em literatura e os meus professores falavam que a crônica é um gênero menor. Hoje eu estou planejando fazer pós-doutorado em Portugal sobre a influência de Rubem Braga em cronistas portugueses. A crônica é fundamental para a experiência de convivência urbana, é um flanar e um reinventar a cidade”, defendeu.

O representante comercial Marcelo Gomes Leal foi um dos que permaneceu no auditório até o fim da conferência. Foi a sua primeira visita à Bienal, apesar de ser morador de Cachoeiro. “Não consegui vir nos outros anos porque estou sempre viajando a trabalho. Achei muito bom, apesar de não ser muito ligado a literatura, e pretendo voltar ao evento nos próximos dias”, declarou.

Orquestra, solenidade e show

Antes da conferência, a Orquestra Sul do Espírito Santo (Osses) realizou o concerto “As músicas que Rubem gostaria de ouvir”, que encantou o público presente. Logo após, houve também uma solenidade de abertura, contando a presente autoridades públicas locais e estaduais – entre elas, os secretários estaduais de Cultura, João Gualberto, e de Turismo, Paulo Renato Fonseca Junior.

Também marcaram presença, com menção especial, os criadores da Bienal Rubem Braga Carlos Onofre Penha e José Carlos Dias. "Desde a criação, a Bienal tem a missão de perpetuar a obra e a história do maior cronista de todos os tempos. Mas, hoje, podemos dizer que o evento ultrapassa esse propósito, e se impõe com desdobramentos extremamente positivos em vários segmentos”, discursou a secretária municipal e Cultura e Turismo de Cachoeiro, Fernanda Martins.

Em seu pronunciamento, o prefeito Victor Coelho leu uma carta endereçada ao próprio Braga, agradeceu à organização da Bienal – tanto a equipe atual quanto pessoas que trabalharam em outras edições -, aos parceiros, e destacou a grandiosidade do evento. “Meu coração se alegra de ver todos vocês aqui. Cada Bienal é um desafio ainda maior para organizar a vinda de todos os artistas para cá. Que venham mais bienais por aí”, disse.

Finalizando a noite, a jovem cantora Clara Marins levou para o Palco Sérgio Sampaio o show "Musas". Canções que passeavam por variados ritmos da Música Popular Brasileira estiveram no repertório da apresentação, que tinha o pai de Clara, Fábio Coelho, entre os membros da banda de apoio. Houve ainda uma participação especial da irmã menor Sophia Marins, que se notabilizou por sua passagem pelo programa musical de televisão The Voice Kids.

A Bienal

A 7ª Bienal Rubem Braga é uma realização da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Semcult), apoiada pelo governo do estado, Unimed Sul Capixaba, Sebrae, Sesc, Senac, Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes - campus Cachoeiro), TV Gazeta Sul e jornais ES de Fato, Aqui Notícias e Folha do ES.

A programação completa, totalmente gratuita, bem como o espaço para inscrição nas atividades (naquelas que necessitam), podem ser acessados no site oficial: bienalrubembraga.cachoeiro.es.gov.br.

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