Pandemia

Covid em crianças: como saber a hora de procurar assistência médica?

Pronto Atendimento Infantil, no Aquidaban, é referência para casos suspeitos
Foto: Divulgação/PMCI

A pandemia de covid-19 está trazendo uma preocupação a mais para pais, especialmente, os de crianças mais novas. Com o aumento do número de casos graves de pessoas com sintomas respiratórios na nossa região, é preciso ficar atento à saúde e, em caso de piora, levar rapidamente ao médico.

A pediatra da rede municipal de saúde de Cachoeiro, Heloísa Helena de Sá, conta que, se a criança tiver febre alta persistente, queda do estado geral, tosse seca, falta de ar, alterações gastrointestinais e desânimo, deve ser avaliada por um profissional de saúde. Em bebês menores, pode ser mais difícil perceber a hora de procurar atendimento, mas, em geral, se ficarem abatidos, desanimados, cansados, com pele e lábios arroxeados, é hora ir ao hospital.

Nem sempre eles são causados pelo novo coronavírus. Dois velhos conhecidos da medicina – a gripe e os resfriados – também levam pacientes aos consultórios e é difícil, para um leigo, distinguir entre os três. Mas um pediatra pode identificar sinais de piora e evitar que casos mais graves se instaurem.

“Os principais indícios de infecção por coronavírus são o de uma síndrome gripal: febre, tosse, congestão nasal, coriza, dor de garganta, mas também podem ocorrer aumento da frequência respiratória, sibilos (chiado) e pneumonia. Os sintomas gastrointestinais como vômitos e diarreia podem ocorrer, sendo mais comuns em crianças do que em adultos”, explica Heloísa.

Em casos de suspeita de covid-19, a orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que os pais levem a criança ao Pronto Atendimento Infantil, no bairro Aquidaban, para avaliação médica. O atendimento é 24 horas.

Gripe e resfriado também podem complicar

Nem sempre é covid. Muitas crianças ficam resfriadas. Os causadores mais comuns dessa doença são os rinovírus, capazes de acometer um paciente de oito a dez vezes em um ano. Começa com mal-estar, dor de garganta, nariz escorrendo ou entupido, espirros e tosse. Além disso, as crianças podem apresentar febre baixa, permanecendo com estado geral bom.

Outras ficam gripadas, graças ao vírus influenza. O paciente geralmente apresenta sintomas mais intensos, como febre alta, mal-estar, dor de garganta, coriza, dor de cabeça e tosse bem acentuada. Pode-se se perceber a criança mais abatida. Os sintomas duram em torno de sete dias, porém a tosse pode se prolongar por semanas. Pode apresentar complicações graves, incluindo sinusite, pneumonia e até óbito, principalmente, entre pessoas com sistema imune comprometido, como idosos e crianças.

É possível evitar!

A boa notícia é que é possível evitar a contaminação por qualquer um desses agentes. Muitas vezes, com medidas simples. Confira como proteger as crianças contra as doenças:

* Garanta que o seu filho esteja com o calendário vacinal em dia, principalmente em relação às vacinas contra gripe e pneumonia.

* Medidas de higiene devem também ser seguidas pelas crianças. Se já tiverem idade para fazer isso sozinhas, ensine-as a lavar as mãos e usar máscaras, por exemplo. Lembre-se de que crianças menores de dois anos não devem usar máscaras.

* Recém-nascidos e bebês tendem a levar sempre as mãos à boca, por isso, tente evitar que outras pessoas toquem na mão das destes.

* Se outro adulto, que não seja o pai ou a mãe da criança, tiver contato com ela, deve estar de máscara e sempre lavar as mãos com água e sabão antes de segurá-la em seus braços;

* Evite o contato com outras crianças com alguma síndrome gripal ou que tenha contato com adultos que estejam gripados ou com suspeita de Covid-19.

* Sempre que sair, leve lenços de limpeza para a higienização das mãos, caso não tenha acesso a água e sabão.

* Higienize sempre os brinquedos com álcool ou hipoclorito;

* Evite locais aglomerados;

* Se possível, evite o contato direto com idosos, mas, caso seja inevitável, o recomendado é que os avós sempre estejam de máscaras, e higienizando sempre as mãos com água e sabão ou álcool gel.

* Mães que amamentam e que estejam com diagnóstico de covid-19 não devem parar de fazê-lo. É importante que elas, nesses casos, tomem medidas para diminuir a possibilidade de transmissão, como o uso contínuo de máscara e a higienização das mãos com álcool em gel.