Mês das águas terá lançamento do projeto Nascentes Vivas

A iniciativa inclui a recuperação e também conscientização sobre os afluentes do Rio Itapemirim

Estamos no mês das águas, e algumas atividades na programação em Cachoeiro, para a segunda quinzena, já estão definidas. Uma delas é o lançamento do projeto Nascentes Vivas, que vai cadastrar propriedades e investir em mecanismos para preservação das nascentes.

Durante reunião do Conselho de Meio Ambiente local, na manhã desta quarta (7), foi aprovado o repasse de R$ 418 mil do Fundo Municipal de Defesa Ambiental para conservação de pelo menos 200 nascentes. O lançamento será no próximo dia 23.

As áreas selecionadas serão fotografadas, identificadas e espacializadas em mapa para georeferenciamento, na porteira e nos trechos recuperados. Pode participar propriedade privada ou pública, de áreas rurais ou das urbanas com característica rural.

A prefeitura fará assistência técnica individual que inclui diagnóstico, definição da técnica para a área, cercamento, construção de caixas secas e vistoria anual para verificar a evolução dos processos de recuperação.

Os produtores rurais receberão da prefeitura todo o material para que façam o cercamento das áreas indicadas pelos técnicos.

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Mario Louzada, o projeto traz em sua proposta objetivos que vão além da intervenção na estrutura dessas propriedades. Entre os resultados almejados, estão a mobilização social, as parcerias com instituições e comunidades, minimizar problemas ambientais gerados de modo indireto e a conscientização sobre a bacia hidrográfica e sua biodiversidade.

“É importante que moradores, estudantes, o produtor rural, em especial o das pequenas e médias propriedades, e toda a sociedade percebam, cada vez mais, o quanto o local onde moramos, a rua, o bairro, estão ligados ao cenário global. O Rio Itapemirim é abastecido por essas nascentes, e o equilíbrio desse sistema depende da participação de todos”, avalia.

Menos erosão e acesso de animais

A recuperação da vegetação e das funções ecológicas nas áreas de preservação passa por etapas que os técnicos vão cumprir durante o projeto. A primeira delas é o envolvimento, por exemplo, das famílias e lideranças comunitárias.

As atividades práticas começam já neste semestre. O projeto visa, entre as prioridades, a eliminação de fatores de degradação, como a presença de animais domésticos, formiga, fogo, erosão e resíduos, o plantio de mudas e a promoção de eventos de capacitação.