Período de proliferação

Cuidados no combate ao mosquito da dengue devem ser reforçados no verão

Caixas d'água sem cobertura adequada podem se tornar criadouros do Aedes aegypti
Foto: Divulgação/PMCI

As fortes pancadas de chuvas, decorrentes das altas temperaturas do verão geram, nesta época, um risco maior de acúmulo de água. Com isso, aumentam as chances de proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Por essa razão, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) de Cachoeiro de Itapemirim oferece orientações sobre medidas preventivas à população.

A reprodução do mosquito pode acontecer em água parada, limpa ou suja. Por isso, é importante a eliminação de pneus sem uso, lixo e outros objetos que possam se tornar possíveis recipientes. Também é necessário verificar, regularmente, vasos de planta; cobrir, corretamente, as caixas d’água; fechar ralos pouco usados com plástico ou jogar água sanitária nesses locais, duas vezes por semana.

Caso precise viajar e ficar fora da residência por período prolongado, o morador deve adotar atitudes simples, como: manter as calhas limpas; colocar garrafas de vidro vazias sempre viradas de cabeça para baixo; deixar as lixeiras bem tampadas e os ralos limpos, com tela protetora; e verificar se as tampas de vasos sanitários estão abaixadas.

É importante, ainda, realizar o descarte correto de copos plásticos, embalagens, garrafas pet, tampinhas, sacolas plásticas, latas e quaisquer outros objetos que possam ser tornar lugares ideais para a reprodução do mosquito vetor.

Além das orientações, a Semus mantém o trabalho diário de combate ao Aedes aegypti. Os bairros com maiores índices de infestação do mosquito estão recebendo aplicação diária de inseticida, com bomba costal e moto fumacê.

“Ações preventivas sempre serão o primeiro passo para evitar os transtornos que esse inseto pode trazer. Por isso, incentivamos a participação popular no combate a esse mal. É preciso que cada cidadão tome para si a responsabilidade nesta luta, que é do poder público, mas também da comunidade”, salienta a secretária municipal de Saúde, Luciara Botelho.

Quase 80% dos focos do mosquito nas casas

Dados levantados pela Vigilância Sanitária do município apontaram que, no ano passado, 76% dos focos de proliferação do Aedes aegypti foram encontrados em residências. Em 43% dos casos, os criadouros foram achados nos quintais das casas, em recipientes que acumulam água. Em depósitos fixos, como ralos e calhas, foram encontrados 24%, e nas caixas d’água, 9%.