Sustentabilidade

Projeto realizado em escolas municipais é finalista no Prêmio Biguá 2020

Atividades ocorreram nas escolas "Maria das Graças Felipe" e "Alto São Vicente"
Foto: Divulgação/PMCI

Um projeto realizado nas escola municipais “Maria das Graças Felipe” e “Alto São Vicente”, de Cachoeiro de Itapemirim, é finalista do Prêmio Biguá de Sustentabilidade 2020, na categoria “Educação”. As unidades de ensino cachoeirenses concorrem com escolas públicas e privadas do Ensino Fundamental de 28 municípios da área de cobertura da TV Gazeta Sul, responsável pela premiação.

No projeto “Vida sustentável, eu faço parte”, realizado em 2019 e 2020, foram desenvolvidas situações de aprendizagem envolvendo 155 crianças, do maternal ao 5º ano, da escola “Maria das Graças Felipe”, e 23, de pré ao 5° ano, da escola “Alto São Vicente”, com conhecimentos relacionados à vida saudável, com a finalidade de sensibilizar toda a comunidade escolar para atitudes sustentáveis.

Durante o processo, foram trabalhados textos literários e informativos e realizadas atividades que envolveram: contação de histórias; visitação e cuidado de horta e jardim; confecção de maquetes; cultivo e colheita de verduras; passeatas da pré-escola; produção de panfletos sobre conscientização para descarte de lixo; apresentação de danças relacionadas aos cuidados com a natureza e fatores que interferem e prejudicam o ambiente e o homem; e degustação dos alimentos cultivados e colhidos na escola. As atividades foram desenvolvidas em meio aos conteúdos das diferentes áreas de conhecimento.

As ações contaram com a participação da comunidade, por meio dos pais e responsáveis. As unidades de ensino utilizaram todos os espaços pertencentes ao prédio escola; reutilizaram vasos; usaram a água do ar-condicionado para umedecer a terra; reciclaram flores e folhas caídas, pneus, caixas de leite, garrafas pet e pallets, para ações em paralelo com as aulas práticas, reforçando a reflexão sobre comportamentos e atitudes sustentáveis, necessárias para preservar o meio ambiente.

Com o surgimento da pandemia de Covid-19, o projeto foi expandido para além do contexto escolar e as crianças puderam dar continuidade às ações, mesmo em período de isolamento social. Elas foram incentivadas ao cultivo e consumo de verduras, em suas casas, além de prosseguirem com as atividades práticas incorporadas nas coletâneas dos exercícios semanais. Os alunos receberam, também, mudas, sementes de flores e hortaliças, como incentivo à produção de hortas residenciais.

“A participação dos estudantes e de suas famílias, nessas ações, é crucial para construção do aprendizado real e validado. O projeto contribui para a disseminação de atividades lúdicas com intensa vivência a respeito dos aprendizados e conhecimentos, que os acompanharão por toda a vida. O reconhecimento dessas ações nos permite multiplicar boas estratégias, inspirando práticas ambientais e de sustentabilidade em outras unidades de ensino”, comenta a secretária municipal de Educação, Cristina Lens.